terça-feira, 14 de junho de 2011

Fênix


Eu! Prisioneiro meu, descobri no brêu uma constelação. Céus! Conheci os céus pelos olhos seus, véu de contemplação. Deus! Condenado eu fui a forjar o amor no aço do rancor, e a transpor as leis mesquinhas dos mortais. Vou! Entre a redenção e o esplendor de por você viver. Sim! Quis sair de mim, esquecer quem sou e respirar por ti e assim transpor as leis mesquinhas dos mortais. Agoniza virgem Fênix - O amor! Entre cinzas arco-íris, esplendor! Por viver às juras de satisfazer o ego mortal. Coisa pequenina, centelha divina renasceu das cinzas, onde foi ruína. Pássaro ferido hoje é paraíso. Luz da minha vida, pedra de alquimia, tudo o que eu queria … renascer das cinzas. E eu! Quando o frio vem nos aquecer o coração, quando a noite faz nascer a luz da escuridão e a dor revela a mais esplêndida emoção.

Jorge Vercillo
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